Entrevistas

Para o Dr. Jorge Rosa Santos, diretor do Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do IPOLFG, “é na área do diagnóstico precoce da doença que se devia centrar a luta contra o cancro de cabeça e pescoço”, que sublinha o facto de uma grande percentagem destes doentes ser diagnosticada em estadios muito avançados. Para tal, o especialista avança que seria necessário um maior investimento, sendo que “muito pouco tem sido feito por iniciativa do poder central”.

Apesar de ter sido publicada há dois anos uma portaria que contempla que a reabilitação oral dos doentes com cancro de cabeça e pescoço seja feita no Serviço Nacional de Saúde (SNS), “continuamos a aguardar por parte da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) a forma de operacionalizar este programa para que os doentes possam ter acesso a próteses dentárias”. Quem o afirma é a Dr.ª Ana Castro, presidente do Grupo de Estudos de Cancro de Cabeça e Pescoço (GECCP), que, antecipando o Dia Mundial desta doença (27 julho), relembra os principais fatores de risco associados a este tipo de cancro, bem como a importância do diagnóstico precoce.  

A Associação dos Amigos dos Doentes com Cancro Oral (ASADOCORAL) foi fundada em 2013 com o principal intuito de contribuir ativamente e positivamente na prevenção e no tratamento do cancro de cabeça e pescoço. No âmbito do Dia Mundial desta doença, que se assinala a 27 de julho, o My Oncologia conversou com o presidente da direção da ASADOCORAL, Eng.º José Alves, que reforça a importância de sensibilizar para a prevenção deste cancro, aumentando o nível de conhecimento sobre a doença junto das pessoas.

Este ano, o 3rd Update in Clinical Oncology incluiu uma sessão dedicada à enfermagem oncológica, cujo papel na coordenação de cuidados de Oncologia se revela cada vez mais vital. A convite da Enf.ª Sara Torcato Parreira, do Instituto CUF de Oncologia (I.C.O.) no Hospital CUF Infante Santo (HCIS), a Enf.ª Célia de los Ríos, Advanced Nurse Practitioner no Southampton General Hospital, Reino Unido, e membro da Sociedade Europeia de Enfermagem Oncológica (EONS), veio explicar o papel do “enfermeiro oncologista navegador”, também designado “enfermeiro clínico especialista”, profissional amplamente reconhecido nos hospitais ingleses, quer pelos doentes oncológicos, quer pela equipa multidisciplinar.

No dia 6 de julho, decorreu o 3rd Uptade in Clinical Oncology, no Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (I3S) da Universidade do Porto, organizado pelo Instituto CUF de Oncologia (I.C.O.) e pela Academia CUF. A reunião contou com um extenso painel de médicos oncologistas, sendo a sessão dedicada aos tumores urológicos entregue ao Dr. António Quintela. O coordenador do Serviço de Oncologia do Instituto CUF de Oncologia, no Hospital CUF Descobertas, destacou os mais recentes avanços nesta área, apresentados na reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO).

O Dr. João Paulo Fernandes, oncologista da Unidade de Oncologia/Hematologia do Hospital CUF Descobertas, foi um dos médicos que assistiu à palestra protagonizada pela Dr.ª Marina Chiara Garassino. Segundo o especialista, esta sessão foi, “sem dúvida, um instrumento de formação fundamental para a decisão terapêutica na área do CPCNP”. Convidado a comentar o conteúdo desta comunicação, o oncologista afirmou que a imunoterapia é uma estratégia que poderá alcançar benefícios clínicos em primeira e em segunda linhas.

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