terça, 07 novembro 2017 16:30

Pulmonale: a voz “dos” doentes e “para” os doentes com cancro do pulmão

A Associação Portuguesa de Luta Contra o Cancro do Pulmão (Pulmonale) foi fundada em 2010, “com o sentido de ser a voz ‘dos’ doentes e ‘para’ os doentes com cancro do pulmão”, conforme explica a Dr.ª Isabel Magalhães, presidente da Pulmonale. Naquela altura, “a sociedade civil sentiu a necessidade de representar estes doentes, tantas vezes esquecidos e até vítima de estigma”.

Tendo como linha orientadora a prevenção do cancro do pulmão, a Pulmonale procura informar e sensibilizar “para os malefícios do tabaco, nomeadamente junto das camadas juvenis”. Segundo a Dr.ª Isabel Magalhães, “a informação sobre esta patologia junto do público em geral, promovendo o diagnóstico atempado, bem como o aconselhamento e apoio ao doente com cancro do pulmão e seus cuidadores, norteiam a nossa atividade”. Para além disso, a Associação procura ainda “integrar organismos internacionais que aglutinam associações de doentes com cancro do pulmão dos vários países, visando promover os melhores cuidados médicos”.

Em sete anos de existência, a presidente da Pulmonale destaca como momentos marcantes da atividade da Associação “as inúmeras ações levadas a cabo nas mais diversas escolas, abrangendo um universo considerável de alunos”. A Dr.ª Isabel Magalhães recorda ainda “a intervenção do Prof. Doutor António Araújo em novembro de 2015 no Parlamento Europeu, em representação da LUCE - Lung Cancer Europe (organização europeia de associações de doentes com cancro do pulmão) na defesa dos melhores cuidados para estes doentes”.

Relativamente aos principais desafios que a Pulmonale enfrenta atualmente, a presidente desta Associação refere que “apesar do muito que já foi feito, há ainda um grande caminho a percorrer, nomeadamente no apoio ao doente, que muitas vezes fragilizado e com o estigma de ter sido fumador, opta por enfrentar a doença sem o apoio necessário”. Paralelamente, “a exiguidade de meios financeiros constitui o nosso maior constrangimento”.  

Segundo dados do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas da Direção-Geral da Saúde (DGS), o cancro do pulmão é atualmente a neoplasia com maior mortalidade em Portugal. A estratégia da Pulmonale no combate a esta problemática “passa fundamentalmente pela prevenção, atendendo a que 85% dos casos têm origem no tabagismo. A informação sobre os sintomas do cancro do pulmão integra também as nossas prioridades, sendo certo que existe uma grande iliteracia sobre esta matéria”. A Dr.ª Isabel Magalhães avança que, recentemente, “a Global Lung Cancer Coalition (GLCC), organização mundial que integramos, divulgou uma atualização sobre o inquérito relativo ao conhecimento dos sintomas do cancro do pulmão, sendo que Portugal se mantém como um dos quatro países com pior desempenho”.

Apesar destes dados, e do facto do tabagismo ser o principal fator de risco do cancro do pulmão, o hábito tabágico continua a registar números elevados no país. Neste sentido, a presidente da Pulmonale defende que “a prevenção é fundamental. Informar, sensibilizar para os malefícios do tabaco, procurando que os jovens não iniciem este consumo, afiguram o caminho a seguir. Quando se fala em hábito tabágico devemos pensar nas várias alternativas existentes no mercado e não apenas no cigarro convencional”.

Em novembro assinala-se o Mês do Cancro do Pulmão. Para assinalar esta efeméride, a Pulmonale vai promover uma campanha de sensibilização ao longo do mês, que inclui diversas iniciativas, tais como: “uma palestra sobre o cancro do pulmão no dia 9 de novembro, pelas 21h00, na quinta da Bonjóia, Porto; um espetáculo de bailado pelo Balleteatro e entrega do Prémio Anual de Jornalismo, no dia 16 de novembro, pelas 18h30, no Auditório da Fundação Manuel António Mota, no Mercado do Bom Sucesso; uma campanha no Porto, sob o lema “Cidade-Livre de Fumo”, no decurso de novembro, com enfoque nos dias 16 e 17, em que haverá um trabalho de elevado impacto visual exposto em dois locais de grande movimentação; e ações de sensibilização em várias escolas e clubes desportivos com modalidades juvenis”.

A presidente da Pulmonale saliente que “esta ‘causa’ deve envolver-nos a todos enquanto cidadãos em prol de uma vida saudável e da disponibilização dos melhores cuidados médicos, não devendo ser encarada como uma temática apenas dos profissionais de saúde e daqueles que já padecem da doença”.

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