terça, 15 maio 2018 11:47

Efeitos secundários cutâneos das novas terapias oncológicas analisados em ação de formação

Para assinalar o Dia do Euromelanoma (16 de maio), o Instituto CUF de Oncologia e a Academia CUF organizam o curso “Oncologia e Pele”, que se realiza nos dias 15 e 16 de maio, no Porto e em Lisboa, respetivamente. Destinado a médicos, técnicos de radioterapia e enfermeiros de Oncologia, no evento serão analisadas e debatidas as implicações cutâneas das terapias oncológicas no dia a dia dos doentes. O curso conta com a presença do convidado internacional Dr. Marius-Anton Ionescu, dermatologista na Polyclinique ambulatoire de dermatologie – Hôpital Universitaire “Saint-Louis”, Paris. O My Oncologia conversou com o especialista.

Intalnirea de 20 ani Toni si Iulian My Oncologia (MO) | Que expectativas tem quanto ao curso “Oncologia e Pele”?

Dr. Marius-Anton Ionescu (MAI) | O tema “Oncologia e Pele” é extremamente atual e, ao mesmo tempo, muito amplo, pois inclui patologias oncológicas da pele em crescimento permanente (como o melanoma, os carcinomas), mas devemos também ter em conta as terapias anticancerígenas mais antigas e, principalmente, as mais recentes, que têm muitas vezes efeitos cutâneos adversos. Estas duas vertentes, Oncologia e pele, devem ser dominadas pelos dermatologistas, oncologistas, pelas outras especialidades, pelos médicos de clínica geral, bem como pela equipa médica envolvida nos cuidados em Oncologia e Dermatologia.

MO | Atualmente, qual é a pertinência deste tema ?

MAI | As novas terapias na área da Ooncologia, em especial após o aparecimento de moléculas que visam o recetor do crescimento epidérmico EGFR (Epidermal Growth Factor Receptor), bem como o surgimento de terapias que inibem as tirosinas quinases, fizeram-nos observar a existência de novas manifestações da pele em 30 a 80% dos doentes tratados com estas novas medicações. Se acrescentarmos a isso o crescimento constante da incidência do melanoma (um dos tumores mais resistentes ao tratamento), uma patologia cujo exorbitante custo do tratamento atual (120 000€/ano/doentes com melanoma metastático) é infelizmente acompanhado por uma eficácia moderada e uma sobrevivência de dois anos bastante reduzida, apercebemo-nos da importância da deteção precoce do melanoma – e voltamos, assim, à importância de o médico dominar a clínica, que deve seguir as atualizações de formação médica em geral, e no campo da Oncologia e da pele em particular.

MO | “Os efeitos secundários na pele das novas terapias em Oncologia” é o tema da sua apresentação. O que irá abordar na sua intervenção?

MAI | Apresentaremos as principais quimioterapias “clássicas” com os seus efeitos cutâneos mais ou menos conhecidos e, seguidamente, os novos efeitos cutâneos adversos das classes terapêuticas modernas em Oncologia, como as bioterapias (anticorpos monoclonais), os inibidores de tirosina quinase ou outros. Por último, apresentaremos os resultados dos estudos clínicos publicados em abril de 2018 (indexados em Medline/Pubmed) sobre a utilização de polímeros não oclusivos em doentes que apresentavam efeitos adversos específicos da quimioterapia*, um estudo mais cosmecêutico, porém, eficaz nas radiodermites.

MO | Que trabalho tem desenvolvido com a Comissão Científica do curso?

MAI | Nos últimos 10 anos, temos colaborado com o Prof. Doutor Osvaldo Correia no campo da Foto-Dermatologia (no qual é um dos principais especialistas na Europa). Temos tido menos cooperação em Oncologia, mas pretendemos reproduzir os trabalhos aqui apresentados (colaboração italo-francesa e franco-espanhola) e tentar extrapolar – e até modernizar – estes protocolos de estudos com os médicos portugueses.

 

*Fabroccini G, Cristaudo A, Ionescu MA,  et al. G Ital Dermatol 2018 April; 153(2):165-71.

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