terça, 12 junho 2018 12:18

Viver sem dor oncológica: “um dever do profissional de Saúde e um direito do doente”

“A dor oncológica é algo desvalorizada, quer pelos profissionais de saúde, quer pelo próprio doente”. Quem o afirma é o Prof. Doutor António Araújo, diretor do Serviço de Oncologia Médica do Centro Hospitalar do Porto. Como o especialista refere, é fundamental investir na sensibilização para esta problemática, tanto na comunidade médica, como na comunidade de doentes, uma vez que se verifica em “cerca de 60 a 80%, ou talvez até mais, de todos os doentes oncológicos”. Assista ao vídeo da entrevista.

 

Quando se fala de cancro, surge associada a ideia de dor, sendo, muitas vezes, assumida como algo normal em situações como esta. Desta forma, a dor oncológica acaba por ser bastante desvalorizada por todos, profissionais de Saúde e doentes.

“É necessário efetuar campanhas parra sensibilizar os profissionais de Saúde de uma forma transversal, não só os oncologistas, mas os cirurgiões e os médicos de Medicina Geral e Familiar”, sugere o Prof. Doutor António Araújo, que sublinha a necessidade de os especialistas falarem “com os seus doentes acerca da dor”, encontrando “as melhores opções terapêuticas”.

Como principal barreira ao tratamento da dor, o diretor do Serviço de Oncologia Médica do Centro Hospitalar do Porto aponta o pouco tempo para observar os doentes. Além disso, considera também relevante a falta de conhecimento e de acesso a medicamentos no dia-a-dia.

“É preciso, junto dos cidadãos em geral e particularmente dos doentes oncológicos, efetuar campanhas de sensibilização para desconstruir estas ideias completamente erradas de que, pelo facto de eu ter uma doença, tenho de sentir dor”, conclui o especialista.

 

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