segunda, 02 julho 2018 17:56

3rd Update in Clinical Oncology: “Um momento de apresentação e reflexão das últimas novidades importantes na prática clínica”

Constituir-se “um momento de apresentação e reflexão das últimas novidades importantes na prática clínica” é o objetivo do 3rd Update in Clinical Oncology, promovido pela Academia CUF e pelo Instituto CUF de Oncologia (I.C.O.), que tem lugar no Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP) no dia 6 de julho. Em entrevista ao My Oncologia, a Dr.ª Ana Raimundo, coordenadora do Serviço de Oncologia do Instituto CUF de Oncologia nos Hospitais CUF Infante Santo e Cascais, avança os temas que vão estar em destaque neste evento científico.

My Oncologia (MO) | Olhando para o programa científico, verifica-se que este vai incidir nas novidades das principais reuniões internacionais. Para além da ASCO, que outros eventos estão aqui como referência?

Dr.ª Ana Raimundo (AR) | A investigação e evolução em Oncologia é muito intensa, com os resultados dos principais estudos clínicos e de investigação translacional a serem apresentados nas principais reuniões internacionais como a ASCO, ASCO-GI (Gastrointestinal), ASCO-GU (Génito-Urinário) e outras reuniões como a ESMO-GI. Muitas das novidades apresentadas nestas reuniões de grande importância, são publicadas simultaneamente em revistas internacionais reconhecidas e implicam uma mudança no estado da arte, com alterações no tratamento e seguimento dos doentes e da prática clínica. Por este motivo, compreende-se a importância da organização regular destas reuniões para apresentação e discussão destes resultados entre pares, definindo de que forma a prática clínica poderá ser alterada.

MO | Porque motivos foram selecionados como tópicos as doenças do trato digestivo, urológico e mama, referindo ainda a Hematologia e os avanços genómicos?

AR | A escolha dos tópicos para este evento está relacionada com facto de serem os cancros com maior incidência e prevalência. Por outro lado, são patologias em que todos os anos são apresentados e publicados mais resultados dos estudos clínicos.

A escolha dos avanços genómicos está relacionada com o facto de ser mais frequente o tratamento ser personalizado e adequado a cada doente e a cada tumor. Assim, o conhecimento da evolução da caracterização molecular de cada tumor poderá ajudar a escolher o tratamento mais adequado e com resultados melhores. Pode ainda poupar o doente à realização de um tratamento que não é eficaz, evitando a sua exposição aos efeitos laterais.

MO | Dos convidados internacionais, como surgiu a ideia e a possibilidade de convidar os especialistas Ian Chau, para abordar a imunoterapia nos tumores gastro intestinais, e Celia Dolores Rios, na enfermagem oncológica?

AR | O Dr. Ian Chau é uma referência no tratamento dos tumores gastrointestinais, trabalhando num hospital de referência que é o Royal Marsden. É também um perito conceituado e ouvido em sociedades internacionais como a ESMO, no que diz respeito ao tratamento dos tumores gastrointestinais.

Por outro lado, alia a experiência clínica e contacto com os doentes com a investigação básica e translacional.

O tema da imunoterapia é incontornável. Esta é uma área de intensa investigação e com resultados promissores no tratamento futuro do cancro, especialmente em associação com outras modalidades terapêuticas.

MO | A genómica tem-se mostrado uma peça basilar no diagnóstico e tratamento de doentes oncológicos. O que é esperado da palestra do Prof. Doutor José Carlos Machado?

AR | Os estudos genéticos dos tumores (estudo genómico) têm sofrido uma grande evolução. Permitem identificar tumores diferentes afetando um mesmo órgão (ex.: mama), com comportamento, evolução e resposta aos tratamentos diferentes. Desta forma, identificando-se um subgrupo de doentes com prognóstico melhor, pode evitar-se o uso de quimioterapia ou outro tratamento que não vai ser necessário ou eficaz.

A mais valia desta caracterização genética baseia-se na melhor compreensão da doença, permitindo tratar cada doente de forma mais especializada e individualizada, sendo os diagnósticos e tratamentos concebidos em função de cada um e de cada tipo de tumor.

MO | O que representa para si estar envolvida na coordenação científica deste evento?

AR | Estar envolvida no trabalho e organização deste evento foi uma honra e privilégio, pela possibilidade do contacto e aprendizagem com os outros colegas e outros profissionais. O trabalho de desenvolvimento do programa e melhor estruturação foi desafiante, embora o principal trabalho e sucesso irão depender dos palestrantes e profissionais que irão assistir e participar.

Irá, com certeza, ser um momento de apresentação e reflexão das últimas novidades importantes na prática clínica. 

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