segunda, 06 agosto 2018 15:16

Prémio Rui Osório de Castro / Millennium bcp quer promover a “melhoria dos cuidados prestados em Oncologia pediátrica”

Encontram-se abertas, até ao dia 31 de outubro, as candidaturas para a 3.ª edição do Prémio Rui Osório de Castro/Millennium bcp, uma iniciativa conjunta da Fundação Rui Osório de Castro (FROC) e da Fundação Millennium bcp, que visa atribuir o montante de 15.000 euros a um projeto inovador na área da Oncologia pediátrica, a primeira causa de morte não acidental na população infantojuvenil. Para perceber melhor no que consiste esta iniciativa, o My Oncologia conversou com a Dr.ª Cristina Potier, diretora-geral da FROC, que desafia todos os interessados a “aproveitarem esta oportunidade”.

My Oncologia (MO) | Que balanço faz das duas edições deste galardão?

Dr.ª Cristina Potier (CP) | É de louvar a quantidade de pessoas, equipas e organizações dedicadas à melhoria da qualidade de vida das crianças com doença oncológica. Temos recebido candidaturas com muita qualidade. A escolha das candidaturas vencedoras tem sido um desafio muito grande para o júri. Acho que isso diz tudo. Queremos continuar a sentir isso.

MO | O grande vencedor da 1.ª edição do Prémio foi o projeto “O papel da procaltitotina e outras variáveis na mudança da antibioticoterapia endovenosa para oral nas crianças com doença oncológica e neutropenia febril”, da responsabilidade de Joaquim Duarte, do Serviço de Pediatria do IPO-Lisboa. No que consiste este estudo, que tem a duração prevista de 2 anos, e em que ponto se encontra?

CP | A neutropenia febril é uma possível consequência após quimioterapia e que com grande frequência leva a que as crianças tenham de ser internadas para administração de antibióticos e evitar complicações. O grande objetivo deste estudo é identificar doentes com baixo risco de complicações que poderão passar numa fase precoce para antibióticos de via oral, o que permitirá que seja feito em casa, não necessitando de ser internados.

O estudo começou em julho de 2017. A amostra ainda é pequena para podermos tirar conclusões.

MO | Carla Marques, psicóloga clínica do Hospital Pediátrico de Coimbra, foi a vencedora da 2.ª edição do Prémio, pelo desenvolvimento de um projeto inovador na área da reabilitação cognitiva online, em crianças e jovens sobreviventes a tumores do sistema nervoso central. De que forma este projeto se distinguiu dos restantes em concurso?

CP | É o júri quem decide qual é o projeto vencedor, pelo que não poderei dizer o que o júri considerou terem sido os fatores pelos quais este projeto se distinguiu.

Considero um grande projeto e com imenso potencial. Os tumores do sistema nervoso central são um dos tipos de cancro com maior incidência nas crianças, depois das leucemias e linfomas. Uma das sequelas frequentemente verificadas é ao nível cognitivo. A reabilitação destas crianças através deste software que pode ser acedido por um tablet, permitirá que as crianças possam trabalhar as suas competências cognitivas em qualquer lado, não sendo necessária a deslocação ao hospital.

Estando a ser dinamizado no Hospital Pediátrico de Coimbra, outro ponto forte deste projeto é a possibilidade de ser replicado para outros centros de Oncologia pediátrica. Vamos ver! Estamos bastante entusiasmados.

MO | Quem se pode candidatar ao Prémio?

CP | Podem candidatar-se ao Prémio Rui Osório de Castro/Millennium bcp pessoas singulares, grupos de trabalho ou instituições sem fins lucrativos que apresentem a concurso um projeto relevante na área da Oncologia pediátrica, nomeadamente, estudos científicos, projetos de investigação, assim como formação específica ou projetos com impacto psicossocial.

O projeto a apresentar deverá ser realizado em Portugal ou, tratando-se de um estudo internacional, terá obrigatoriamente que envolver/registar crianças portuguesas com doença oncológica.

MO | Como se realiza o processo de candidaturas, a decorrer até 31 de outubro?

CP | As candidaturas para a 3.ª edição (2018-2019) devem ser entregues por e-mail até 31 de outubro de 2018. No nosso site encontram toda a informação e documentos necessários para a candidatura.
A divulgação do projeto vencedor será realizada pelo site da FROC no dia 16 de janeiro às 00h00 e a entrega do Prémio aos vencedores será realizada no 5.º Seminário de Oncologia Pediátrica, em fevereiro de 2019, em data e local ainda a definir.

MO | O projeto vencedor recebe 15 mil euros, havendo ainda espaço para a atribuição de menções honrosas. Quais são os critérios do galardão?

CP | Os critérios de avaliação encontram-se descritos no regulamento. No entanto, posso adiantar que o impacto esperado, inovação e originalidade são alguns dos critérios que são tidos em conta pelos elementos que compõem o júri deste prémio.

MO | Qual a importância deste tipo de prémios em Portugal?

CP | Consideramos que a inovação é fundamental para a evolução da Medicina nesta área. Com este prémio queremos promover isso mesmo. O avanço da Medicina e a melhoria dos cuidados prestados em Oncologia pediátrica. Este prémio contribui para a realização de iniciativas, estudos ou projetos que sem este apoio eventualmente poderiam não se concretizar.

MO | Quais as expectativas para a 3.ª edição?

CP | Quero continuar a ver projetos de grande qualidade como vi na primeira e segunda edição.

MO | Há mais alguma mensagem que gostaria de partilhar?

CP | A todos os que trabalham nesta área, aproveitem esta oportunidade para avançar com projetos que às vezes ficam na gaveta por escassez de recursos, sejam eles tempo, pessoas ou financeiros. Aproveitem esta oportunidade.

E já agora, uma pergunta que me fazem com frequência é se podem voltar a candidatar projetos ou estudos submetidos em edições anteriores. Podem e devem! Há projetos fantásticos.

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