terça, 02 fevereiro 2016 15:26

Cancro da próstata: avanços recentes no tratamento

O Centro Académico de Medicina de Lisboa recebeu, a 16 de janeiro, a reunião “Hot Topics in Prostate Cancer”, que teve como objetivo a revisão dos recentes avanços nesta patologia e discutir a sua aplicação na prática clínica. Leia algumas das conclusões.

Esta reunião científica com “Expert meeting” foi organizada pelo Serviço de Oncologia do Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN), tendo como “host” o Prof. Doutor Luís Costa, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, diretor da Unidade de Investigação de Oncologia Clínica Translacional no Instituto de Medicina Molecular e diretor do Departamento de Oncologia no Hospital de Santa Maria (CHLN).

O programa incluiu palestras realizadas por um painel de palestrantes internacionais de renome, especialistas na área de cancro da próstata, que discutiram o estado da arte no tratamento desta patologia. A este painel associaram-se médicos portugueses, oncologistas e urologistas, que moderaram as diferentes sessões e apresentaram casos clínicos reais para discussão.

Enrique Grande, do hospital Ramón y Cajal, focou a sua apresentação na importância da via de sinalização do recetor de androgénio no cancro da próstata, e nas abordagens terapêuticas dirigidas a esta via que demonstraram melhorias na sobrevivência global em doentes com CPRCm, em progressão sobre ADT (terapêutica de privação androgénica). Estes resultados reforçam a importância da via que ativa o recetor de androgénio na doença avançada.

Cora Sternberg, diretora do Departamento de Oncologia do Hospital San Camillo-Forlanini em Roma, discutiu o papel da quimioterapia no cancro da próstata avançado. Durante a sua apresentação, referiu três estudos clínicos recentes que permitem concluir que a terapêutica com docetaxel tem vantagem nos doentes hormonosensíveis com elevado volume da doença e alto risco. Dados recentes sugerem que estas conclusões poderão vir a ser também aplicáveis para os restantes grupos em análise. No entanto, e segundo Cora Sternberg, o cancro da próstata é uma doença extremamente heterógenea pelo que se deve analisar criticamente quais os doentes que podem ou não beneficiar precocemente da quimioterapia. Neste contexto, é importante enquadrar os recentes resultados dos estudos apresentados, com a doença e com o doente. Estes resultados devem apontar para o uso da quimioterapia up-front não em todos os doentes mas em doentes seleccionados, seguindo o princípio Hipocrático: “First do no harm”.

Karim Fizazi, do Institut Gustave Roussy, focou a sua intervenção na árvore de decisão e na personalização do tratamento nos doentes com cancro da próstata metastático, incluindo os mais recentes avanços terapêuticos na prática clínica. Referiu a importância dos estudos comparativos na decisão terapêutica mas sublinhou ainda a importância do envolvimento do doente nesta decisão.

Eleni Efstahiou, do MD Anderson Cancer Center, Texas, abordou a importância de se identificarem biomarcadores que permitam selecionar os doentes que mais beneficiam de cada tratamento e mostrou alguns dos resultados já disponíveis e publicados.

Após cada uma das três primeiras palestras, foi apresentado um caso clínico relacionado com o tema discutido, que desafiou os participantes a discutir quais as melhores opções para cada caso, à luz dos mais recentes avanços científicos.

O “Expert Meeting” teve o apoio de uma unrestricted grant da farmacêutica Astellas Farma.

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