terça, 19 abril 2016 12:19

PanCare reúne-se em Lisboa para falar sobre a “Vida depois do cancro infantil”

De 20 a 22 de abril, a Fundação Calouste Gulbenkian recebe o 17.º Encontro da PanCare, a rede europeia para o cuidado dos sobreviventes de cancro infantil.

 

O encontro traz a Lisboa alguns dos maiores especialistas em Oncologia Pediátrica e organizações representantes de sobreviventes.

Um dos temas em análise durante os três dias do encontro são os desafios que se colocam aos jovens e adultos que venceram o cancro pediátrico

A este propósito, a Dr.ª Filomena Pereira, diretora do Serviço de Pediatria do IPO de Lisboa, afirma que, “atualmente, cerca de 80% das crianças e adolescentes com cancro conseguem curar-se. Com o aumento da sobrevivência, é fundamental continuar a acompanhar os doentes para poder identificar precocemente os chamados efeitos tardios dos tratamentos, alguns dos quais só se manifestam vários anos depois”.

O Serviço de Pediatria do IPO de Lisboa tem, desde 2007, uma consulta onde são acompanhadas 740 pessoas que tiveram cancro na infância e adolescência e que já completaram o tratamento há cinco anos: a consulta dos DUROS - Doentes que Ultrapassaram a Realidade Oncológica com Sucesso

Ana Teixeira, a médica pediatra responsável pela consulta dos DUROS vai apresentar os dados dos sobreviventes portugueses. “É muito importante que os sobreviventes de cancro infantil estejam incluídos num programa de vigilância, onde possam ter um seguimento individualizado, dependendo do tipo de cancro e tratamentos a que foram sujeitos. A doença oncológica é uma espécie de nuvem que se mantém para sempre e este acompanhamento melhora a vida e a qualidade de vida dos sobreviventes e ajuda os médicos a identificar e a estudar os efeitos secundários tardios, o que nos permite adaptar os tratamentos que fazemos atualmente”, afirma a especialista. Os dados sobre a consulta dos DUROS serão apresentados quinta-feira, dia 21, às 9h00.

O cancro infanto-juvenil é a primeira causa de morte por doença em crianças e adolescentes. Na Europa, todos os anos são diagnosticados 13 mil novos casos e em Portugal cerca de 400.

O IPO de Lisboa dedica-se há mais de 50 anos ao tratamento do cancro em crianças e adolescentes e é Centro de Referência Nacional para o cancro pediátrico. Em 2015, recebeu 194 novos casos de cancro infantil. Neste grupo populacional, as leucemias e os tumores do sistema nervoso central são os mais frequentes, representando cerca de metade dos casos recebidos no Instituto.

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