terça, 13 dezembro 2016 11:24

Conhecidas as principais conclusões do estudo “Cancro 2020: Podemos fazer (ainda) melhor”

A 4.ª edição do Think Tank, promovido pela Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade NOVA de Lisboa (ENSP/UNL), reúne hoje um conjunto de especialistas em saúde e peritos nacionais que implementaram o estudo “Cancro 2020: Podemos fazer (ainda) melhor”, um projeto que pretende definir uma agenda comum para tratar as doenças oncológicas em Portugal, para além de indicar pontos críticos e recomendações das associações de doentes.

Em resumo, estas foram as principais conclusões retiradas do projeto:

1. As instituições devem ser organizadas em função e benefício do doente.

2. Todos os doentes devem receber a mesma qualidade de tratamento, independentemente do hospital onde são seguidos.

3. Todos os doentes devem ser ouvidos e avaliados por equipas mutidisciplinares.

4. Portugal deve ter uma rede de cuidados de excelência em Oncologia.

5. Deve ser criado um sistema de informação oncológico nacional com indicadores comparáveis.

6. É necessário garantir o acesso rápido e ágil aos novos medicamentos.

7. Devem ser avaliados os resultados de experiências nacionais e internacionais em inovação terapêutica e organizacional.

8. O financiamento dos hospitais deve abranger os ganhos em saúde para os doentes e sociedade.

9. Os doentes devem poder escolher livremente onde querem ser tratados.

10. Os profissionais de saúde devem aprender a explicar com clareza ao doentes a sua situação usando linguagem comum.

O projeto “Cancro 2020: Podemos fazer (ainda) melhor” foi desenvolvido com o apoio da Roche e coloca o cidadão no centro da discussão, numa ótica de humanização e partilha de informação. O estudo contou com a participação de associações de doentes, médicos, gestores e administradores hospitalares, representantes de centros de saúde, investigadores, indústria e organismos oficiais, com competências distintas.

“Pretendemos contribuir para a redefinição dos modelos organizacionais e de financiamento, numa altura em que a eficiência do Serviço Nacional de Saúde depende da capacidade das instituições para trabalharem em conjunto, numa estratégia verdadeiramente orientada para as necessidades dos doentes e para a criação de valor em saúde”, afirma Rute Simões Ribeiro, investigadora principal do estudo, da ENSP/UNL.

A 4.ª edição do Think Tank acontece hoje, 13 de dezembro, no Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém (CCB). O evento conta com a participação do Prof. Doutor Adalberto Campos Fernandes, ministro da Saúde, e de vários especialistas como o Prof. Doutor Sobrinho Simões, médico e diretor do IPATIMUP, Dr.ª Gabriela Sousa, presidente da Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO), Dr. Henrique Luz Rodrigues, presidente do Infarmed, e Dr.ª Helena Sacadura Cabral, economista e escritora.

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