terça, 28 março 2017 11:04

Formação aborda sexualidade e fertilidade de doentes oncológicos

Entre os dias 25 de maio e 8 de junho, o Núcleo Regional do Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) promove, em Coimbra, um curso de formação sobre a temática da “Sexualidade, Fertilidade e Cancro” dirigida a profissionais de saúde. A participação, limitada a 50 vagas, é gratuita, mas requer inscrição prévia.

Esta é a segunda edição de uma ação que decorreu o ano anterior e que contou com mais de 40 inscritos.

O curso tem a duração total de 13 horas, reunindo um conjunto de especialistas em diversas matérias, para ampliar os conhecimentos de profissionais na área da Saúde para as questões da sexualidade e fertilidade de doentes oncológicos. 

Para além do objetivo geral de proporcionar a aquisição e/ou aprofundamento de conhecimentos na área da sexualidade e fertilidade de doentes oncológicos, pretende-se dar a conhecer as diversas formas de intervenção dirigidas às dificuldades sexuais do doente oncológico e de preservação da fertilidade. Procura-se ainda que esta formação tenha importantes implicações para a prática clínica, nomeadamente na melhoria da prática profissional ao nível dos compromissos sexuais e ao nível da fertilidade que podem acompanhar a experiência da doença oncológica.

No primeiro dia do curso “Sexualidade, Fertilidade e Cancro” os temas em análise são Epidemiologia da Doença Oncológica, Linfomas e Leucemias, Cancro da Mama e Cancro Urogenital. Na segunda sessão os temas a abordar são Dificuldades Sexuais no Doente Oncológico, Fertilidade após o Cancro, Técnicas de preservação da fertilidade, Tomada de decisão sobre preservação da fertilidade em doentes oncológicos e Questões éticas em oncofertilidade.

Esta ação conta com o patrocínio científico do Centro de Preservação da Fertilidade, da Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução e da Sociedade Portuguesa de Oncologia.

O cancro e seus tratamentos resultam num impacto psicossocial significativo para o doente e sua família. Uma comorbilidade psiquiátrica, crise espiritual, mudança na rotina diária e estilo de vida e alterações nas relações familiares e sociais podem ocorrer ao longo do curso da doença, sendo a qualidade de vida uma das áreas mais afetadas pelo cancro, incluindo o funcionamento sexual. Assim, quer o diagnóstico, quer o tratamento do cancro podem aumentar o risco de infertilidade e conduzir a dificuldades ao nível da intimidade e sexualidade, com causas quer físicas, quer psicológicas. A perda de desejo sexual, disfunção erétil e dor durante o ato sexual são os problemas mais comuns em doentes oncológicos, os quais, conjuntamente com uma possível infertilidade temporária ou permanente, podem contribuir para um exacerbar do distress emocional do doente.

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