terça, 21 novembro 2017 12:37

Videojogo desenvolvido em Portugal para crianças com cancro distinguido internacionalmente

O HOPE, um videojogo desenvolvido por Hernâni Zão Oliveira, investigador da Universidade do Porto, para promover a atividade física em crianças com cancro conquistou o primeiro lugar num concurso internacional que distingue tecnologias para doentes oncológicos. O jogo recorre a uma tecnologia inovadora que deteta os movimentos das crianças e inclui ainda uma parte de entretenimento que contempla a prática de exercício físico.

O projeto nasceu em 2013, a partir da constatação de dois problemas com que se debatem as crianças internadas com doença oncológica: a ansiedade e o elevado sedentarismo. Assim, o objetivo último deste projeto passa por promover a atividade física, para que os utilizadores consigam melhorar a sua condição física, respondendo mais eficazmente aos tratamentos.

Destinado a crianças entre os seis e os 10 anos, o HOPE conta a história de uma criança que, ao longo de vários níveis, percorrendo diferentes espaços (hospital, casa e escola), e contando com vários aliados (a família, o médico, os enfermeiros, etc.), luta contra o cancro como um super-herói lutaria contra “os maus da fita”. As crianças são assim desafiadas a desmistificar a doença e a melhorar a sua condição física.

A forte interatividade e o design apelativo são outras das mais-valias do videojogo, cuja eficácia já foi comprovada através da realização de testes de usabilidade em crianças com e sem cancro. Pretende-se deste modo “cativar atenção dos mais novos e fazer com que o período de tempo que passam no hospital, em casa e na escola seja mais saudável e produtivo”, destaca Hernâni Zão Oliveira.

Finalista dos concursos “The Next Big Idea” e do “Prémio Nacional Indústrias Criativas”, o videojogo foi agora distinguido no Astellas Oncology C3 Prize, um concurso internacional promovido pela multinacional Astellas Pharma, em parceria com o investidor Robert Herjavec. Depois de receber o prémio de 50 mil dólares (cerca de 42 mil euros), o investigador português espera ter as aplicações disponíveis para utilização no final do próximo ano.

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