terça, 28 novembro 2017 12:31

Princípios do “White Book”: aumentar a consciencialização e diminuir o impacto negativo da CAT

O Grupo de Estudos de Cancro e Trombose (GESCAT) apresentou, no dia 21 de novembro, o “White Book”, um programa que tem como principal objetivo reduzir o impacto negativo da trombose associada ao cancro (CAT). A iniciativa decorreu na residência do Embaixador da Dinamarca, em Lisboa, e contou com a presença de vários especialistas da área e individualidades das principais sociedades científicas ligadas ao tema. Veja a galeria de fotografias do evento.

Presidido pelo médico oncologista Dr. Sérgio Barroso, o GESCAT apresentou o “White Book”, uma iniciativa que pretende aumentar a consciencialização sobre o impacto negativo da CAT, quer da população em geral, quer dos profissionais de saúde.

Presentes na iniciativa estiveram representantes da Ordem dos Médicos, da Ordem dos Farmacêuticos, profissionais de saúde de várias especialidades médicas, enfermeiros e uma doente que testemunhou sobre a sua experiência enquanto doente oncológica que sofreu uma trombose. Foi uma oportunidade para trocar ideias e experiências, e foi o pontapé de saída para uma colaboração estreita no sentido de implementar o plano de ação do “White Book”.

A CAT constitui uma das principais causas de morbilidade e mortalidade nos doentes oncológicos, logo a seguir ao cancro. A sua prevenção, diagnóstico e tratamento adequado são muitas vezes negligenciadas devido à falta de consciencialização sobre a sua gravidade.

O “White Book” foi pensado e executado por um grupo internacional de especialistas e pretende que as medidas no mesmo delineadas sejam implementadas nos diversos países para benefício da população. Para isso, apresenta um plano de ação que pretende, em última análise, reduzir a morbilidade e mortalidade dos doentes oncológicos com CAT, através da prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado.

“Apesar de os estudos mostrarem que a CAT tem um impacto negativo nos doentes oncológicos, não recebe a atenção suficiente por parte das entidades responsáveis, profissionais de saúde e sociedade em geral. É por isso importante envolver os vários grupos de interesse no plano de ação que traçámos ”, realça o Dr. Sérgio Barroso.

O Dr. Sérgio Barroso refere ainda “a importância de os responsáveis políticos serem esclarecidos sobre o custo económico e de saúde pública do tromboembolismo venoso (TEV) associado e de como a prevenção pode poupar vidas e recursos”.

Por isso, o plano de ação é dirigido prioritariamente aos doentes, famílias, cuidadores, associações de doentes, profissionais de saúde e decisores políticos.

Ciente deste problema, a Comissão Europeia estabeleceu o objetivo da redução da mortalidade associada às doenças oncológicas em 15% até 2020. Esta meta mostra a necessidade de tomar medidas nos doentes com CAT, de forma a contribuir com uma melhor qualidade de vida, aumentar a sobrevida e reduzir os custos para o sistema de saúde e para a sociedade.

Uma das medidas consensualmente debatidas nesta apresentação, foi a necessidade de haver dados e registos estatísticos sobre a realidade portuguesa nesta matéria e a criação de normas de orientação clínica para guiar os profissionais de saúde no tratamento da CAT.

Grandes estudos populacionais revelam que até 20% dos doentes com cancro são afetados por TEV e que o risco é maior durante os primeiros três a seis meses após o diagnóstico de neoplasia.

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