segunda, 07 maio 2018 14:53

Seis em cada dez casos de cancro do ovário são diagnosticados numa fase avançada

O cancro do ovário é, a nível mundial, o sétimo tumor maligno mais comum entre as mulheres. A nível nacional, mata anualmente cerca de 350 mulheres, mas muitas destas vidas poderiam ser poupadas através de um diagnóstico precoce – os números globais revelam que 60% de todos os casos são diagnosticados num estadio avançado. No Dia Mundial do Cancro do Ovário, que se assinala hoje, 8 de maio, a Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) alerta para os sinais e sintomas desta patologia e a necessidade de consultas regulares com um médico especialista.

Para assinalar a efeméride, a LPCC, com o apoio da AstraZeneca, divulga o vídeo “Por Mim”, que ilustra uma perspetiva da doença na primeira pessoa, dando voz a duas doentes, respetivos familiares e profissionais de saúde.

De acordo com dados de 2016, 357 mulheres morreram por cancro do ovário em Portugal, cerca de 30 por mês, o que torna este um dos tipos de cancro mais mortal no sexo feminino. Esta doença apresenta sintomas que são frequentemente atribuídos a outras causas, o que permite que o tumor se desenvolva e reduzindo as probabilidades de sobrevivência. Os dados científicos confirmam: um diagnóstico da doença no estadio I tem uma probabilidade de sobrevivência a cinco anos de 92%; no estadio IV, a percentagem não vai além dos 29%.

De facto, os sintomas do cancro do ovário podem ser vagos, especialmente nas fases iniciais da doença, sendo os mais comuns o inchaço contínuo, sensação de enfartamento, dor abdominal ou pélvica e necessidade urgente e frequente de urinar. Segundo a LPCC, “as mulheres devem estar atentas a estes sintomas e, se persistirem, devem consultar um médico especialista”.

Apesar de todas as mulheres do mundo estarem em risco de desenvolver cancro do ovário, existem fatores de risco associados, como a idade (a incidência aumenta com o passar dos anos e a maioria dos casos ocorre após a menopausa), fatores reprodutivos e endócrinos, ambientais, obesidade e a predisposição genética. Aqui, destaca-se uma herança genética específica, associada às mutações dos genes BRCA1 E BRCA2. Segundo os dados existentes, até 39% das mulheres que herdam uma mutação do gene BRCA1 têm maior probabilidade de desenvolver cancro do ovário até aos 70 anos, o mesmo acontecendo para 11 a 17% das que herdam uma mutação do gene BRCA2.

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