segunda, 01 outubro 2018 16:25

OncoDNA apresenta novo protocolo de análise molecular para cancro de origem desconhecida

A OncoDNA, empresa especializada em Medicina de precisão para o tratamento e diagnóstico do cancro, participou no congresso anual da Sociedade Espanhola de Oncologia Médica (SEOM18), onde apresentou um poster com os resultados preliminares do projeto de investigação realizado com o produto molecular OncoDEEP CUP, com o objetivo de criar um novo protocolo e diretrizes de desempenho para a teranóstica (diagnóstico e tratamento) de doentes com cancro avançado de origem desconhecida, através da caraterização genómica dos tumores.

“Os resultados obtidos foram muito positivos, já que graças ao estudo genómico foi possível predizer a origem do tumor em 80% dos doentes analisados, e foram detetadas mutações potencialmente acionáveis em 61% daqueles que eram candidatos potenciais a receber um tratamento específico. Além disso, testes adicionais de sensibilidade a quimioterapias e imunoterapias permitiram que o tratamento fosse personalizado na maioria dos doentes que iniciaram uma nova terapia após o estudo”, assegura a Prof.ª Doutora Vega Iranzo, coautora do poster e porta-voz da equipa de trabalho do departamento de Oncologia do Hospital Geral Universitário de Valência, que liderou o projeto.

Financiado pelo ICEX (Espanha Exportação e Investimento) e pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), a iniciativa contou também com a colaboração de vários centros de referência. "Com este projeto, queremos demonstrar que há uma nova maneira de melhorar o diagnóstico da origem primária do tumor e detetar as alterações genéticas que podem abrir opções de tratamento direcionadas. Dessa forma, a maioria dos doentes que participaram conseguiu beneficiar de uma terapia sistémica específica e melhorar o seu prognóstico", afirma a Prof.ª Doutora Vega Iranzo.

Muitos desses doentes ainda estão em acompanhamento "para avaliar o benefício clínico dos tratamentos que receberam com base nos resultados do estudo genómico e sua sobrevivência", confirma a diretora da OncoDNA para a Espanha e Portugal, Dr.ª Adriana Terrádez. "Com este trabalho, vimos que o estudo OncoDEEP CUP é capaz de identificar novas opções terapêuticas mais personalizadas. Além disso, destaca a necessidade de eliminar barreiras ao acesso a terapias direcionadas para esse tipo de doentes, com opções limitadas e pior prognóstico", acrescenta.

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