segunda, 26 fevereiro 2018 13:58

Avelumab: nova terapêutica standard para o carcinoma de células de Merkel metastático

A perspetiva da Imuno-Oncologia na transformação da Medicina e a primeira imunoterapia aprovada para o tratamento do carcinoma de células de Merkel metastático em diversos países, incluindo a União Europeia, foram os temas abordados no evento de imprensa organizado pela aliança Merck-Pfizer, em Vevey, Suíça, no dia 31 de janeiro. O evento contou com a presença de palestrantes internacionais, destacando-se o Prof. Doutor Dirk Schadendorf, do Hospital Universitário de Essen, Alemanha, e com o testemunho de um doente tratado com avelumab.

O carcinoma das células de Merkel (CCM) é uma forma rara e agressiva de tumor cutâneo, que atinge maioritariamente pessoas acima dos 50 anos, sendo que os indivíduos com o sistema imunitário suprimido apresentam um maior risco em comparação com a população geral. As outras duas causas envolvidas no desenvolvimento de CCM são a presença de múltiplas mutações resultantes da exposição a raios ultravioleta, ou a presença do poliomavírus de células de Merkel (aproximadamente 80% dos casos).

O avelumab é um anticorpo monoclonal anti-PD-L1 IgG1, totalmente humano, que inibe a interação do PD-L1 (presente na superfície das células tumorais) com o recetor PD-1 (expresso nas células T), evitando deste modo a supressão da resposta das células T citotóxicas. Adicionalmente, este anticorpo tem a capacidade de induzir a citotoxicidade mediada por células dependente de anticorpo (ADCC). O anticorpo, inicialmente descoberto e desenvolvido pela Merck, origina respostas rápidas e de longa duração no tratamento do CCM metastático (CCMm), quer seja positivo ou negativo para poliomavírus e independentemente do nível de expressão de PD-L1. O estudo JAVELIN Merkel 200 observou 76% de respostas na semana 7 após início do tratamento, 93% de respostas com duração igual ou superior a 6 meses e 71% de respostas com duração igual ou superior a um ano. Estes resultados contrastam com as respostas de curta duração alcançadas com a quimioterapia, terapêutica usada antes da aprovação do avelumab em monoterapia.

Por fim, Bernard Pradinaud, doente com CCMm, expressou que o seu tumor se encontra em remissão, após ter iniciado o tratamento com avelumab, há cerca de dois anos atrás. Na sua opinião, a sua qualidade de vida não foi afetada, exceto em cada duas semanas ter de passar uma manhã ou tarde no hospital para efectuar a perfusão.

O impacto do avelumab está, atualmente, a ser avaliado, através do programa de desenvolvimento clínico JAVELIN da aliança Merck-Pfizer, em 15 tipos de tumores difíceis de tratar.

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