segunda, 05 março 2018 15:45

Benefício da terapêutica dupla no tratamento do cancro renal avançado

Foram recentemente conhecidos os resultados do estudo positivo de fase III IMmotion151, relativo à utilização de atezolizumab e bevacizumab como 1.ª linha de tratamento para o carcinoma de células renais avançado ou metastático (CCRm). O estudo atingiu o seu endpoint co-primário, sobrevivência livre de progressão (PFS), em indivíduos cuja doença expressava a proteína programmed death-ligand 1 (PD-L1) (expressão ≥1%).

Os doentes que receberam atezolizumab e bevacizumab tiveram uma redução do risco de agravamento da doença ou morte (PFS) de 26% em comparação com os doentes tratados com sunitinib (PFS mediana: 11.2 meses versus 7.7 meses; HR=0.74; 95% CI 0.57, 0.96; p=0.02). As observações iniciais do endpoint co-primário de sobrevivência global (OS) na população global em estudo (intention-to-treat – ITT) foram encorajadoras, mas ainda são imaturas. Em termos de segurança, a combinação atezolizumab e bevacizumab pareceu ser consistente com o perfil de segurança conhecido dos medicamentos individuais e com o que foi previamente reportado no ensaio de fase II IMmotion150. Nenhum evento adverso novo foi identificado com a associação dos fármacos. A taxa de eventos adversos de grau 3-4 relacionada com o tratamento foi mais baixa com a associação atezolizumab e bevacizumab (40%) do que com o sutinib sozinho (54%), em todos os doentes tratados.   

As observações de um subgrupo de análise pré-especificado da associação de atezolizumab e bevacizumab indicaram que, nas pessoas cujo tumor expressava PD-L1, uma diferença numérica na PFS favorecendo atezolizumab foi verificada em todos os doentes, independentemente do fator de risco (favorável, intermédio e mau) em comparação com o sutinib. Adicionalmente, uma análise pré-definida de patient-reported outcomes (PRO) revelou que a associação de atezolizumab e bevacizumab retardou acentuadamente o momento em que o agravamento dos sintomas da doença interfere com a vida do dia a dia, em comparação com sunitinib (tempo mediano para a deterioração: 11.3 meses vs 4.3 meses; HR=0.56; 95% CI: 0.46, 0.68) a nível da população ITT. Devido ao desenho do estudo, as análises dos subgrupos e dos PRO pré-definidos não foram avaliadas em relação à significância estatística, sendo apenas descritivas.

“Este é o segundo estudo de fase III positivo que inclui atezolizumab e bevacizumab como parte de um esquema de tratamento, providenciando ainda mais evidência de suporte sobre o potencial desta associação única”, refere a Dr.ª Sandra Horning, chief medical officer e head of Global Product Development. “É encorajador que o tratamento inicial com atezolizumab e bevacizumab tenha não só reduzido significativamente o risco de agravamento da doença ou morte em doentes com cancro renal avançado, como também prolongado o período de tempo antes do aparecimento dos sintomas que interferem com a vida do dia a dia, em comparação com sutinib, o atual standard of care. Estamos expectantes por discutir estes resultados com as autoridades regulatórias do mundo inteiro”.  

Os últimos dados do IMmotion 151 foram apresentados no Simpósio 2018 Genitourinary Cancers, a 10 de fevereiro, em São Francisco, EUA.

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