Opinião

Desde longa data que, nos tumores sólidos, a biópsia tecidular é o exame de excelência para diagnóstico histológico e estudos imunoquímicos, genéticos e moleculares das diversas neoplasias. Tradicionalmente, as ferramentas anatómicas, patológicas e também as imagiológicas permitiram, em combinação, uma avaliação de cada tumor sólido e o seu estadiamento de acordo com a classificação clínica de Tumor, Nódulo e Metástase (TNM). Até à data, a maioria dos tratamentos em Oncologia são baseados nesse estadiamento e classificação. Acrescentar informação obtida através da Medicina Molecular é essencial para otimizar a terapêutica de cada doente e de cada tumor.

O tromboembolismo venoso (TEV) é uma entidade que inclui a trombose venosa profunda e a sua maior complicação, a embolia pulmonar.  Na trombose venosa profunda forma-se um trombo (coágulo de sangue) numa veia localizada profundamente que dificulta ou impede o fluxo normal de sangue. A maioria dos trombos ocorre na coxa ou na perna, mas também podem acontecer no braço ou noutras partes do corpo.

O cancro da mama é a neoplasia mais frequente no sexo feminino. Constituem fatores de risco para o desenvolvimento de cancro da mama o sexo, a idade, a história familiar, a história reprodutiva (como a menarca precoce, a menopausa tardia e a nuliparidade) e síndromes hereditários, como as mutações dos genes BRCA1 e BRCA2. A implementação de programas de rastreio trouxe uma redução na mortalidade de cerca de 40%, ao permitir um diagnóstico em fases mais precoces da doença.

A sustentabilidade do Sistema Nacional de Saúde está em risco. Evidencia-se cada vez mais a necessidade de capacitar as associações de doentes e os doentes, pois o sistema por si não terá capacidade de reposta ao crescente número de doentes crónicos, pela melhoria dos tratamentos e pelo consequente envelhecimento da população, entre outros fatores. Por isso, chegou-se à conclusão da necessidade de mudar o paradigma. O abandono da medicina paternalista em favor de uma medicina centrada no cidadão/ utente/ doente, incluindo o próprio no processo da decisão do tratamento. Como é óbvio, não se deve decidir nada sem auscultar os próprios doentes e representantes na construção de um futuro melhor e o papel das associações junto da sociedade e do poder político deve ser interventivo.

 

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