segunda, 02 julho 2018 14:57

CHLN vai acolher centro líder na investigação sobre cancro e desenvolvimento de terapêuticas

Portugal vai acolher um centro líder na investigação sobre cancro e no desenvolvimento de novas terapêuticas, que ficará instalado no Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN), entrando em funcionamento em 2019. Um memorando de entendimento e cooperação foi assinado no dia 28 de junho, no Ministério da Saúde, entre a empresa norte-americana START – South Texas Accelerated Research Therapeutics e o CHLN, e poderá traduzir-se “no maior investimento estrangeiro feito alguma vez em Portugal, na área de ensaios clínicos oncológicos de fase 1”, segundo o documento.

“Hoje estamos a criar condições para disponibilizar, mais uma vez, inovação ao mais alto nível do conhecimento, da tecnologia e da terapêutica aos nossos doentes e para termos resposta no país para aquilo que é uma preocupação de todos, porque todos assistimos ao crescimento da doença oncológica, todos assistimos à pressão constante de encontrar em tempo útil as melhores respostas”, disse à agência Lusa o presidente do CHLN, Dr. Carlos Martins, no final da cerimónia que contou com a presença do ministro da Saúde e do presidente da START.

Para o sector hospitalar, representa “uma oportunidade de parceria internacional e de contribuir, mais uma vez, para o prestígio e para a diferenciação do país”, sublinhou o Dr. Carlos Martins, adiantando que o centro a instalar no CHLN será o primeiro de fase 1 da START em Portugal e o terceiro a nível da União Europeia. Os outros dois funcionam em Espanha.

Segundo o Dr. Carlos Martins, o investimento inicial será de entre um milhão e 1,5 milhões de euros e será partilhado pela START e pelo CHLN, que irá envolver os seus parceiros do consórcio Centro Académico de Medicina de Lisboa.

Como benefícios desta parceria, o Dr. Carlos Martins apontou mais receitas, que servirão para “voltar a alavancar investimento” e políticas de inovação, atrair investimento e conhecimento, o envolvimento de 400 a 500 doentes neste processo dentro de cinco anos, além dos 25 a 30 milhões de euros de orçamento anual e da libertação de dez a 15 milhões de euros em termos de receita para a instituição.

Para o diretor do Departamento de Oncologia do Hospital de Santa Maria, Prof. Doutor Luís Costa, é “grande orgulho” participar deste consórcio e “uma grande responsabilidade”, porque o contributo terá de ser realizado com uma qualidade enorme para “não colocar qualquer risco no desenvolvimento dos medicamentos”. “Em Portugal, o cancro continua a ser uma causa de mortalidade importantíssima e quando as pessoas morrem desta doença é porque os tratamentos que temos não são suficientes para resolver o problema do cancro”, disse o oncologista, contando que os doentes perguntam sempre aos médicos o que pode ser feito para conseguirem sobreviver. A resposta é dada pela ciência que procura novos resultados na fase 1, “onde se testam pela primeira vez os medicamentos para tentar encontrar novas soluções”, sublinhou.

 

Fonte: Público

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